terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

AFUNDA-SE O BRASIL!



Interessante! O ministro Teori, do Supremo Tribunal Federal, morto há pouco tempo atrás, em lances cheios de polêmicas e de suspeitas de todo o tipo, a par do fato de ser o Relator da Operação Lava-Jato e responsável pela homologação da confissão dos crimes de corrupção de cidadãos de Primeira Linha e Qualidade, seres com tratamento jurídico especial – o Foro Privilegiado - que se coaduna com os direitos e privilégios da casta a  que pertencem, a Casta Política, já foi esquecido e posto de lado, pelo jeito, muito convenientemente. 

Num país onde as novelas mantêm milhões de pessoas alienadas pelas tramas ficcionais, um caso como o acontecido, com pérolas circunstanciais temperando-o, não poderia ter sido posto de lado.
Que não fosse pelo fato de um dos falecidos ser homem público altamente qualificado em um dos Poderes Institucionais do país, em momento de supina importância na história, quando mais de 200 políticos – a maior parte cumprindo mandatos eletivos ou servindo ao governo – são denunciados por executivos da maior empreiteira do Brasil, a Odebrecht – como recebedores de propinas, assaltantes dos cofres nacionais, corrompendo leis e normas que obrigam aos outros – os párias – a cumprir. Coisas de filme B, de quinta categoria, enredo manjado, corriqueiro e sem novidade nessa terra de ladrões. Que não fosse por isso, até entendo, lembrando que o uso do cachimbo entorta a boca. 

Mas deixar passar sem comentários o fato de um magistrado cuja profissão obriga a ‘conduta ilibada’ na vida privada (contrapartida de seus ganhos mensais no serviço público) estar indo passar um feriado na mansão da ilha de um “enrolado” em investigações, sendo que a própria ilha e mansão estavam sob suspeita de posse ilícita, cujo julgamento estaria afeito ao tribunal superior do qual ele – o magistrado – era membro?

Deixar escapar pelo ralo a presença de duas mulheres – uma delas, ao menos, prestadora de serviços fora de hora, ao que parece, e muito bonita – no avião particular do empresário de hotelaria, digamos, especial, como era voz corrente, que albergava as reuniões dos ladrões do dinheiro do contribuinte na discussão e acertos de seus malfeitos? Se qualquer uma das mulheres estivesse “acompanhando o juiz superior, nada demais, a não ser a sua total desconsideração aos preceitos legais de “conduta ilibada” isto é, sem jaça. Num país decente com um Judiciário não venal, estar fazendo-se acompanhar de uma “profissional de entretenimentos na horizontal” seria o bastante e o suficiente para exonera-lo de servir ao povo brasileiro, ainda mais na Corte que interpreta a lei maior da república – a Constituição.

A falta de vergonha na cara das incompetentes autoridades do país, a ausência acachapante de dignidade pessoal dos seres políticos dessa nação – com raríssimas exceções –, o sepulcral silêncio de instituições que já foram o aval da democracia nacional, como as Forças Armadas,  ao invés de se porem de sobreaviso demonstrando preocupação com a possibilidade de respingar sujeira nas vestes alvas dos que governam o País, fizeram cara de paisagem, assobiaram para disfarçar, auxiliando em causar confusão e criar informações para que nada ultrapassa-se de onde estava, pouco preocupados em impedir que se enodoassem as já encardidas reputações de qualquer dos Poderes.  

Ao contrário, como se num palco, postaram-se com caras compridas, falsamente compungidas, a endeusarem mais um, elevado ao Olimpo dos mortos brasileiros, ceifados pela equalizadora, como acontecera anteriormente com Getúlio Vargas, João Goulart, Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, Eduardo Campos e muitos outros. Mas, é claro, um Olimpo temporário, falso como carros alegórico, pois é um componente das mentiras e trapaças da casta política para servir de engodo e lograr a boa-fé dos humildes e ignorantes.

Esqueceram o defunto, e ele nem teve tempo de apodrecer totalmente em sua tumba. Não sei se ele repousa em paz – que Deus permita – porque aqueles que ficaram respiram em paz, aliviados.
A ‘Res publica’ está podre e vai empestar todo o cesto onde se encontra o povo brasileiro, a não ser que, pela graça de Deus, inspirem-se alguns e o salve novamente, como aconteceu em 1964, no impulso inicial das tropas saídas da tradicional Minas Gerais sob o comando do bravo General Olímpio Mourão Filho.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Tradição e família e Nação!




Não pensei que fosse viver um tempo neste nosso Brasil em que o ódio fosse a sudorese do governo. Que um país de história tão bonita, fruto da luta de gerações, que deu exemplos de solidez, de unificação, de integridade territorial, de respeito às pessoas, independentemente de sua pele ou credo político, fosse sair copiando sistemas políticos eivados de violência e culturas caudilhescas mais afeitas ao pior do século XIX, do que ao XXI.
Um país que se envergonha de seus mortos enquanto os outros reverenciam aqueles que os mataram. Um país que comemora a ‘independência’ da América do Sul, quando um Vice-Reinado espanhol se dividiu em dezenas de republiquetas típicas do mandonismo rural, lutando entre si como repúblicas, mas não democraticamente, pois os governos eram apeados constante e regularmente por 'pronunciamentos'. Tudo em meio a degolas, saques, roubos e perseguição severa e dura aos adversários. É disso que eles se orgulham?
O Brasil, ao contrário, manteve-se, de modo geral, um Império progressista, sob a égide de uma Monarquia Parlamentarista, mesmo quando sob regência do Rei menino. País que, ao invés de assistir atônito às diversas guerras civis localizadas, conclamou seus cidadãos à concórdia, ao trabalho coletivo e ao bem comum. E conseguiu!
 Na segunda metade do século XIX, o Brasil corria lado a lado com os Estados Unidos, mesmo considerando as flagrantes diferenças geográficas que favoreciam ou impediam o progresso de um ou outra dessas nações.
Telégrafo, fotografia, cabo submarino, estradas de ferro, estaleiros, frota marítima, consolidação e acerto diplomático das fronteiras, respeito à nacionalidade brasileira, tudo acontecia num mesmo e decisivo momento.
O regime político único e diferenciado na América do Sul, sendo monárquico constitucional, jamais sofrenou a participação do Brasil no auxílio aos republicanos do resto da América quando solicitado e em prol das liberdades democráticas básicas e fundamentais, como a liberdade de expressão, de reunião e da propriedade. O Brasil sempre lutou contra as tiranias, viessem elas de qualquer lado. É só olhar para a História.
Negou-se o Império brasileiro, no entanto, e peremptoriamente, a fazer parte de conluios e lutas políticas para apoiar ou avalizar 'quarteladas', ou tentativas revolucionárias de derrubadas de outros regimes em países vizinhos, a não ser para defesa prospectiva de sua própria integridade territorial.
Destarte, heróis militares e civis como San Martin, O'Higgins, Bolivar, Sucre e Marti, que merecidamente os são para os países oriundos da América Espanhola, nunca foram heróis para os brasileiros, pois não poucas vezes foram mesmo inimigos declarados do Brasil, tudo fazendo para dividi-lo em tantos pedaços quanto tinham sido os antigos territórios espanhóis. Era vital para eles que o Gigante brasileiro fosse desconjuntado e entregue em mãos de quem não o amava e respeitava como Pátria. Ainda é!
E, atualmente, andamos puxados pelo beiço por gente sem 'eira nem beira', por arrivistas e golpistas, arrastando-nos sobre os joelhos, cabisbaixos! Desmoralizados por gente 'sem tradição' e 'sem família'!?
Certo dia, quando o PT dava as cartas e jogava de mão, fiquei aparvalhado ao ler o 'elogio fúnebre' de uma senhora dizendo-a grande e boa pessoa, apesar de ser de uma 'família tradicional'. Nem há o que comentar tão baixo e ideologicamente defasado no tempo é a linha de pensamento de quem o escreveu, ao menos para pessoa como eu
Lutei toda uma vida para ser um homem decente; descendo de 'famílias tradicionais' de quase todos os costados; 'tradicionais' por terem princípios, por terem honra, por não roubarem o alheio, por não compactuarem com gente que não presta (sejam filhos ou parentes chegados, não interessa). Tenho orgulho de quem descendo, e eles devem ter orgulho deste seu descendente onde estiverem.
O que talvez me faça diferente de outro é que eu conheço as vidas, alegrias e tristezas de meus antepassados. Descendo de gente que também perdeu batalhas, mas nunca foi derrotada. Sabem como eu as conheço? Porque as estudei, as pesquisei, interessei-me por elas, para poder conhecer de onde e de que tipo de gente eu descendia. Poderia, assim, aperfeiçoar-me ao saber dos genes dominantes ou recessivos de minha herança genética. Descendo de gente que me ensinou o respeito aos outros, fosse quem fosse, sem considerar para tanto a maneira como se vestia ou a importância de sua morada, ou o ajaezado do cavalo que montava, ou, presentemente, o tipo de carro que dirige.
Fui criado em meio à diversidade social que existe no Brasil, e ensinado que não era o ter que fazia um bom homem, mas o ser. Acostumei-me a considerar velho pensamento de um filósofo estoico romano: "se é maravilhoso o homem que come num prato de barro como se fosse de ouro, é igualmente maravilhoso o homem que come num prato de ouro como se fosse de barro".
Isto é ser de 'família tradicional', mas deve ser entendido que só é 'tradicional' porque é conhecida de seus próprios membros. Algumas nunca serão, por mais poder que possuam momentaneamente, por mais dinheiro que acumulem.
Meu finado Pai, que Deus o tenha em bom lugar, a quem tanto devo como personalidade, sempre dizia para os filhos, de maneira que parece simplista, mas que é profundamente pragmática: "só existem dois tipos de homem na sociedade: 'gente bem' e 'bagaceira', e dinheiro, cargos e posição social nada tem a ver com isto!"
Isto é Tradição, o resto é inveja e despeito.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Tal povo, tais políticos




Tendência à vitimização. Complexo de inferioridade. Vontade de ser “amigo do Rei”. Nenhum constrangimento em andar com o “rabo no meio das pernas”. Servilidade mental. Vergonha de ser sexuado de acordo com o seu gênero natural. Profunda autocomiseração. Desrespeito pelo que pertence aos outros. Ganância exacerbada. Compulsão ao furto. Inversão total dos valores da Família. Ojeriza à tradição. Simpatia pelo “amor bandido”. Apoio irrestrito e irracional àqueles que destroem nações e povos em nome de ideologias malsas e comprovadamente ineficazes e pérfidas. Inveja mortal dos países e dos líderes que, bem-sucedidos, ousam ir de encontro aos que eles consideram ser “politicamente correto”.

Por mais incrível que possa parecer, esses são os elementos que melhor definem a grande maioria atual da sociedade brasileira. Eles são os responsáveis pela situação do País, pois estão sobeja e abundantemente representados pelos políticos que ela elegeu. Em última instância, chega de hipócrita covardia de confrontar a realidade: a culpa é do povo!
Não reconhecer isto é deixar-se enredar em um pensamento circular. Revoluteia em torno de um mesmo ponto ao qual sempre retorna. Não há como sair do labirinto dominado pelo Minotauro da “elite do poder”. Perdidos nele, deve a sociedade massacrar a juventude para saciar a sua fome pela virtude dos outros. Só, em seu mundo utópico, invejoso e cruel, ele é o canibal de nossas famílias.

Um arqueólogo de olhar treinado reconhece na superfície o potencial do que está no subsolo, enterrado e desconhecido. Igualmente, em arqueologia, a ausência de algo é decisiva no entendimento do acontecido em algum lugar. Na vida de um país acontece exatamente o mesmo. Se ninguém renuncia a nada, não há vergonha na cara. Se há  troca de caráter para conseguir ou manter emprego e posição, no público ou no privado, não há honra. Nenhum resquício dela. Dignidade? Nem falar. Hombridade, então – a qualidade de ser Homem – é impossível, e perigoso, pois a sociedade somente valoriza o que é incomum, chocante, exótico e bizarro. Porque nada disso é alicerce para a construção de uma família sã.

A superfície moral de nossa nação é um deserto no qual não sobrou a menor mancha de ocupação por virtudes e boas qualidades. Nada sobrou depois da destruição intencional de todos os heróis de nossa História. A aniquilação da lembrança dos luminares de um povo é arma preferencial da esquerda, e só encontra paralelo na velocidade e empenho que possui em construir enormes edifícios sem alicerces, nos terrenos pantanosos de seus heróis fabricados.

O povo é culpado, pois entrega sua mente e sua capacidade de querer à uma imprensa comprometida em conduzir o gado ao matadouro e não a de informar com correção, sua função por juramento profissional. Com raras exceções, os “jornalistas” contemporâneos são perjuros. Mas não são só eles, infelizmente, pois há muitos outros perjuros em outras instituições.

O povo se regozija quando surge a oportunidade de se mostrar “civilizado”, e se lambe todo ao exarar loas naqueles que, pelo fato da morte, viram ícones de qualidades que nunca tiveram, de virtudes que raramente usaram. 

Transformam o homem em ser mitológico e confundem a simpatia pessoal com correção de atitudes. Enterram os males, os equívocos, as falsidades, as coisas malfeitas para que desapareçam. 

Assim, o povo, ao invés de aprender algo, mais enterra a cabeça na areia, mas ficam com o traseiro de fora. Não percebem que o fato de não enxergar nada só lhe é desvantajoso? Que a verdade não depõe contra o desaparecido, mas que a equivocada avaliação da pessoa pública pode danificar uma geração vindoura?

Dois exemplos: Tancredo Neves, que a imprensa tratou como se fosse a esperança perdida do país, pois ele o governaria bem. Que balela! Tancredo já governara o Brasil, como Primeiro-Ministro, nos inícios dos anos 60. E o que fez? Renunciou para inviabilizar o sistema parlamentarista, e o conseguiu. Tudo bem, foi a opção dele. O que demonstra a minha asserção inicial é o fato de que o povo enganado pela imprensa é o mesmo que havia assistido a tudo aquilo. Atuou como aqueles macaquinhos simpáticos que não falam, não escutam, não veem.

Agora, com o Ministro do STF, a mesma coisa. Simpático aos colegas, carinhoso com os colegas, mas ideologicamente comprometido com a esquerda, tudo fazendo parta proteger figuras polutas do Poder Público. 

Sinceramente, com o ser humano, rezo para que a terra lhe seja leve, mas como cidadão não acho que fará falta ao País.